Assista Beowulf em 3D
Fazia tempo eu não ria tanto no cinema. Beowulf é diversão garantida a qualquer um, cujo passado, soma horas de Dungeons and Dragons. E não estou falando de nenhum tÃtulo de PC ou console, mas sim do clássico Rolling Playing Game.
Beowulf tem todos os elementos de um bom live-action, com atenção aos detalhes! Da primeira vez que vi o filme, em inglês, foi divertido. Mas só porque a “tosqueira” me diverte, pois não acho que as cenas eram para ser engraçadas. A dublagem original, por incrÃvel que pareça, é ruim, muito aquém à brasileira.
Nesse final de semana, vi a versão 3D do mesmo filme, dublada em português. Sem comparação! Pela primeira vez vi um filme cuja dublagem nacional, transforma um fiasco em algo bom.
Definitivamente o filme foi projetado para ser visto em terceira dimensão, não tem graça ver da maneira convencional (2D). Na entrada do cinema você recebe um óculos de plástico, grande, preto e feio - o Ivo me disse que eu estava parecendo o Chico Xavier. As lentes corretivas dão o efeito tridimensional, sem elas a imagem na tela fica sobreposta, dá impressão que se têm uns 3 graus de astigmatismo.
Além das partes em que alguns objetos parecem sair da tela em direção ao espectador, o efeito do óculos ajuda a animação parecer muito mais realista e dinâmica, convidando o público a participar da cena.
Não sei o quanto isso está avançado fora do Brasil, mas por aqui ainda é novidade. Coisa parecida, e muito menos elaborada, existe nos parques como o Hoppy Hari e Playcenter, porém, nesses, a diversão fica apenas por conta dos efeitos. Não há história, ou personagens.
Quem sabe este não é um nicho a ser explorado, afinal ele estimula outros sentidos que o cinema convencional às vezes não consegue. Nos gêneros de suspense e terror, fica muito mais fácil se assustar a platéia. Nas tomadas de ação, a sensação de se estar numa montanha russa é bem legal.
Acho que cinema voltado ao entretenimento só tem a ganhar com essas inovações tecnológicas. O filme está sendo exibido em versão 3D, em apenas algumas salas da rede cinemark.
Sobre o filme:
O roteiro de Neil Gaiman conta a saga do herói Beowulf (Ray Winstone) que desembarca, inesperadamente, nas terras de Hrothgar (Anthony Hopkins), para matar o monstro que assombra as noites de sono do rei. Mesmo sem ter sido chamado, Beowulf reivindica seu papel de herói que irá dar cabo ao monstro.
Depois de muita festa em que todos cantavam e gritavam o nome do rei Hrothgar! Hrothgar! Hrothgar!, Grendel, o monstro horroroso e chorão, arromba a porta do salão para matar a todos. Porém desta vez, quem o espera é o detesmido Beowulf. A cena que se segue já virou um clássico entre o público, na qual o herói resolve lutar pelado contra o monstro. Se a atitude fizesse algum sentido não teria tanta graça. Pois o falo do herói é tampado pelos objetos que aparecem em cena de forma inusitada, como o cabo de uma espada fincada no chão, ou uma viga de madeira.
As cenas de ação são bem feitas e criativas, porém contrastam com os diálogos que já saÃram da boca de qualquer jogador de RPG:
- Prove um pouco de nosso hidromel, meu senhor.
- Será um honra provar desta lendária bebida, servida por tão delicadas mãos. Nunca vi tanta beleza…
Beowulf, porém, ao herdar o trono do rei após matar o monstro. Herda também a maldição de seu antecessor.
Não vou me estender mais sobre a história do filme, ele é recomendado para quem gosta de épicos, lendas nórdicas e afins.
17 Dec 2007 doug 2 comments


