Como dizem: “dinheiro chama dinheiro”. E sem dinheiro, podemos fazer pouco, ou nada. Vou explicar meu ponto de vista.

O PodeCrer é um blog que acompanha, entre outros assuntos, a web 2.0. Sempre que encontramos um serviço interessante, contamos para nossos leitores. Porém, somos duas pessoas, Ivo e eu, dividindo o tempo de suas vidas com trabalho, faculdade, pesquisa, e nosso blog.

Não somos excessão à realidade de nosso país. Pelo contrário, são minoria os que estudam e não trabalham. Sendo assim, o que acontecem com as boas idéias?

Existe um enxurrada de novos serviços inundando a internet diariamente, e são tão poucos os serviços lançados por nós. Não temos boas idéias? Não sabemos quais nichos de mercado carecem de serviços no Brasil? Para me fazer enteder, vou utilizar um caso prático, o Twitter.

O fenômeno mais recente no mundo das comunidades sociais, o Twitter, é notório por sua simplicidade. Seja na concepção, na interface, ou complexidade técnica da aplicação. Tão simples que a maioria, e me incluo nisso, não entendeu qual era a graça em usá-lo. Uma simples pergunta “What are you doing?”, um campo com limite de 140 caracteres, e um botão “enviar”. Nada mais.

Após um ano de funcionamento as pessoas descobriram utilidade para o Twitter. O que no ínício era apenas ludicidade, virou um canal de comunicação, um micro-blog. Pois quando um usuário marca para seguir um amigo, ele tem a opção de receber os posts dele via google talk, pelo celuluar (via sms), RSS e etc. Quem nunca se viu com a necessidade de guardar, de forma prática, anotações, e poder acessá-las de qualquer lugar?

O segredo está na forma que tal idéia é desenvolvida. Quem diria que um mural de recados faria tanto sucesso…

Agora, suponha que o projeto do Twitter está em suas mãos. Ou melhor, no papel. Mesmo que você seja um programador, ou web designer, como irá executá-lo? Pedirá demissão do seu emprego atual e entrará de cabeça num projeto sem saber se vai dar certo?

Claro que não, na lógica de um norte-americano você contrata alguém para desenvolve-lo para você. Porém lembre-se, você nasceu e reside no Brasil. Não estamos nos Estados Unidos. Não é simples contratar um serviço. É caro, não se tem certeza da qualidade, e o mais triste, existe o temor de que roubem a sua idéia.

Para um americano a tarefa é mais simples, dispõe-se de capital de investimento. Mesmo que você não tenha dinheiro, peça um empréstimo. Contrate um designer para criar o layout e o logotipo da sua marca, depois peça a um programador desenvolver a aplicação. Você já tem a idéia, não existe a necessidade de que, por isso, você terá de fazer tudo. Esse pensamento causa mais angústia do que esperança.

Se eu soubesse desenhar, faria uma charge assim:
- “Putz, tive uma idéia! - diz um amigo a outro.
E no quadrinho seguinte, o amigo sai correndo e gritando:
- “Nãaaaaao!”

Ter uma idéia mas não executá-la, e depois ver a mesma realizada por outro, é terrível.
Isso acontece, por não termos a cultura de contratar serviços. Também pudera, é comum ouvirmos casos de pessoas que já passaram pelo situação de pagar um “web designer” para conceber um website, e o mesmo sumir com o dinheiro.

O Carlos, da Kasamarela, me disse certa vez, que ele geralmente é a terceira tentativa de seus clientes em concluir um projeto, pois os dois primeiros se configuram em casos como esses.

É triste.